quarta-feira, 4 de março de 2015

Vôlei Internacional: Sarah Pavan deixa a quadra de vez pelo sonho olímpico no vôlei de praia



Há dois anos, Sarah Pavan recebeu um convite da Federação Canadense para deixar a quadra e iniciar um projeto no vôlei de praia. Tentada pelo sonho de disputar os Jogos de 2016, chegou a anunciar que deixaria o indoor, mas acabou renovando com o Rio de Janeiro, por onde havia sido campeã da Superliga em 2012/2013 e acabou levando a taça em 2013/2014. Quando enfim deixou a equipe, passou um período no GS Caltex, da Coreia do Sul. Até então ela levava uma vida dupla, conciliando as duas modalidades, mas após o título do Circuito Canadense no ano passado, chegou a hora de deixar a quadra para trás e focar na praia ao lado de Heather Bansley em 2015.

- Eu tive muita sorte de poder continuar jogando vôlei de quadra enquanto iniciava na praia. Essa temporada (2014/2015) será minha primeira longe da quadra, então será interessante ver como eu me sentirei. Heather e eu ainda não temos títulos da FIVB (internacionais, como Grand Slam ou do Circuito Mundial), mas ganhamos o nacional. Até essa temporada, não tive muito tempo para treino de pré-temporada, então os nossos resultados foram até decentes. Temos muito o que melhorar e esperamos ter mais resultados positivos. Sair da quadra para praia é difícil. São esportes diferentes e meu corpo ainda está se ajustando, mas tudo bem - relatou a canadense.


A missão, é claro, é estar nas Olimpíadas do Rio 2016. Com 18 anos, ela chegou a disputar a vaga pelo Canadá para os Jogos de Atenas 2004, mas sua seleção acabou fora por muito pouco. Depois, durante o curso de bioquímica na Universidade de Nebraska, nos Estados Unidos, ela seguiu jogando e se aprimorando. Sarah se formou em 2008, ano das Olimpíadas de Pequim, mas, novamente, sua equipe não se classificou. O mesmo aconteceu em Londres 2012, quando fechou com o Rio de Janeiro para a Superliga.


Por isso, ela percebeu que as chances de estar em sua "segunda casa", o Rio de Janeiro, nos Jogos de 2016, são muito maiores no vôlei de praia. No indoor, os canadenses só estiveram nas edições de 1976, 1984 e 1996 das Olimpíadas.

- Seria muito especial para mim jogar no Rio. Obviamente, não será o mesmo que para as brasileiras, mas chamei o Rio de casa por dois anos e tem um lugar especial no meu coração. Seria uma honra representar meu país em minha "segunda casa". Nesse ponto da minha carreira, alcancei tudo que queria, exceto as Olimpíadas, e é meu grande objetivo. Para garantir um lugar, precisamos de mais consistência e ajustes no nosso jogo. Precisamos estar mais confortáveis em situações desconfortáveis. Mas estou confiante que estaremos lá e que será um bom ano para nós.

Ao lado de Heather Bansley, Sarah está treinando em instalações esportivas que serão usadas no Pan de Toronto, em julho, classificadas como "ótimas" por ela. O torneio, aliás, está no planejamento da dupla.

- Só um time canadense estará no torneio, e os próximos meses vão determinar quem estará lá, mas eu e Heather temos esperança de ser o time escolhido. O torneio tem uma data complicado no calendário, já que tem um Grand Slam da FIVB na mesma semana, mas vamos decidir se tivermos que tomar a decisão - concluiu a atleta de 27 anos.




Fonte: Globoesporte.com

Superliga: Tecnologia será utilizada na fase final da competição

O Sistema Penalty D-Tech passou na prova final. Testado na Copa do Brasil em janeiro deste ano e aprovado por jogadores e árbitros, a ferramenta tecnológica que ajuda na definição de bola dentro ou fora em tempo real através de cálculos matemáticos e da captura de imagens em frames de segundos por meio de câmeras instaladas em diferentes pontos da quadra será utilizado também nas semifinais e finais da Superliga masculina e feminina.

A ferramenta conta com seis câmeras nas laterais e nos fundos de quadra, além de um monitor que fica preso ao poste da rede, pelo qual o árbitro recebe a informação de bola dentro ou fora. O estudo foi desenvolvido ao longo de oito anos e teve um investimento de 5 milhões de dólares.
Um dos árbitros presente na Copa do Brasil, Paulo Turci elogiou o uso da tecnologia.

- Nos lances mais polêmicos, a utilização do aparelho foi fundamental para minha tomada de decisão e não deu brecha para discussões - disse Turci.

O sistema brasileiro não possui interferência humana na decisão final. Ao contrário dos demais, no qual os árbitros visualizam as imagens e interpretam a informação visual, no D-Tech os lances são processados por computador e a decisão só é feita depois de vários cálculos matemáticos pré-programados. A velocidade da bola no ataque e no momento em que toca o chão também são disponibilizadas.


Emerson Shiromaru, gerente de inovação e tecnologia da fornecedora de material esportivo responsável pelo sistema explica um pouco mais sobre a tecnologia que será adotada na fase final da Superliga.


- É o único sistema no mundo que isenta a decisão do ser humano, mantendo um padrão superior e único. Para chegarmos a essa conclusão, submetemos o sistema a um parecer técnico e que foi aprovado através de um órgão científico de renome internacional - explicou Shiromaru, que teve o aval do presidente da Comissão Brasileira de Arbitragem de Voleibol (Cobrav), Carlos Rios.


- Diferentemente de softwares da Polônia, Itália, Rússia e Japão, que são baseados apenas em imagens, o sistema que testamos funciona também com cálculos matemáticos, se mostrando mais eficiente e assertivo que os demais.

fonte: globoesporte.com

Superliga: Vitória do Minas e outros resultados da rodada



A Camponesa/Minas (MG) alcançou a 14ª vitória na Superliga feminina de vôlei 14/15. Nesta terça-feira (03.03), o time mineiro passou pela Uniara/Afav (SP) por 3 sets a 1 (25/20, 25/23, 24/26 e 25/11), em 1h59 de jogo, no Gigantão, em Araraquara (SP). A ponteira Jaqueline brilhou no confronto e deixou a quadra com 23 pontos. O jogo foi válido pela 10ª rodada do returno da competição.

O resultado manteve o time mineiro em quinto lugar na classificação geral, com 43 pontos (14 vitórias e sete derrotas). Já o Uniara/Afav segue na 11ª posição, com 11 pontos (três resultados positivos e 19 negativos). O Rexona-Ades (RJ) lidera, com 61, seguido pelo Sesi-SP, com 55, Molico/Nestlé (SP), com 50, e Dentil/Praia Clube (MG), com 45.

A ponteira Jaqueline teve atuação inspirada no confronto e foi eleita a melhor em quadra ficando com o Troféu VivaVôlei. A atacante ainda foi a maior pontuadora do duelo, com 23 acertos. A central Walewska, com 14, a meio de rede Carol Gatazz e a ponteira Mari Paraíba, com 13 cada, também pontuaram bem para as mineiras.

Ao final do jogo, Jaqueline fez uma análise da atuação do time de Belo Horizonte (MG) no confronto desta terça-feira.

“A Uniara/Afav sacou muito bem na partida de hoje. Não tem equipe fraca na Superliga e o time de Araraquara estava lutando para se manter na competição. No quarto set conseguimos colocar a cabeça no lugar e conseguimos mais uma vitória. O grupo está de parabéns”, disse Jaqueline.

A Camponesa/Minas retornará à Superliga na próxima sexta-feira (06.03). O time mineiro enfrentará o São Bernardo Vôlei (SP), às 19h30, na Arena Vivo, em Belo Horizonte (MG). A Uniara/Afav folgará na próxima rodada.

Outros jogos

Com boa atuação da líbero Verê, o Brasília Vôlei (DF) venceu o Maranhão/Cemar (MA) por 3 sets a 0 (25/20, 25/14 e 25/23), em 1h40 de jogo, no Sesi Taguatinga, em Brasília (DF). A líbero Verê ficou com o Troféu VivaVôlei, enquanto a ponteira Michelle e a central Edna foram as maiores pontuadoras do duelo, com 13 pontos cada.

O São Cristóvão Saúde/São Caetano Vôlei (SP) jogou dentro do seu ginásio e conseguiu mais uma vitória na Superliga feminina. A equipe do ABC Paulista passou pelo São José dos Campos (SP) por 3 sets a 0 (25/22, 25/20 e 25/17), em 1h34 de jogo, no Lauro Gomes, em São Caetano (SP). A líbero Érika ficou com o Troféu VivaVôlei e a ponteira Thaisinha foi a maior pontuadora do confronto, com 24 acertos.

Com o apoio da torcida, o São Bernardo Vôlei (SP) alcançou uma vitória de virada contra o Rio do Sul/Equibrasil (SC) por 3 sets a 1 (25/27, 25/21, 25/20 e 25/23), em 2h15 de jogo, no ginásio Adib Moyses Dib, em São Bernardo do Campo (SP). A levantadora Sabrina brilhou e levou o Troféu VivaVôlei para casa. Apesar da derrota, o time catarinense teve a maior pontuadora do confronto, a ponteira Elis, com 18 acertos.

Superliga: Praia se recupera após derrota



O Dentil/Praia Clube segue em quarto lugar na classificação geral da Superliga feminina de vôlei 14/15. A equipe mineira conseguiu um importante resultado nesta terça-feira (03.03) ao superar o vice-líder Sesi-SP por 3 sets a 0 (27/25, 25/19 e 25/20), em 1h42 de jogo, no ginásio do Praia, em Uberlândia (MG). As mineiras se destacaram no bloqueio marcando 17 pontos deste fundamento no confronto. A partida foi válida pela décima rodada do returno da competição.

O resultado manteve o Dentil/Praia Clube em quarto lugar na classificação geral, com 45 pontos (15 vitórias e seis derrotas). O Sesi-SP, mesmo com a derrota, continua em segundo lugar, com 55 pontos (19 resultados positivos e três negativos). O Rexona-Ades lidera, com 61.

Em noite inspirada, a oposto Daymi Ramirez foi eleita o destaque do duelo e ficou com o Troféu VivaVôlei. A atacante ainda foi a maior pontuadora da partida, com 22 pontos (19 de ataque, dois de bloqueio e um de saque). A ponteira Tandara, com 11, e a central Letícia Hage, com 10, também pontuaram bem para o time mineiro. Pelo lado do Sesi-SP, a central Fabiana foi quem mais pontuou, com 12 acertos.

A oposto Daymi Ramirez comentou a atuação das mineiras na vitória sobre o grupo paulista.

“Entramos muito concentradas na partida. Sabíamos que esse jogo era importante e o nosso bloqueio funcionou durante todo o confronto. Saímos de quadra com os três pontos e alcançamos nosso objetivo”, disse Ramirez.

No Sesi-SP, a oposto Bárbara lamentou a derrota e o número de erros das paulistas.

“Sabíamos que seria difícil, mas hoje não conseguimos bloquear as jogadas delas, além de cometermos muitos erros. Não fizemos o nosso jogo”, explicou Bárbara.
As duas equipes voltarão à quadra na próxima sexta-feira (06.03). O Dentil/Praia Clube jogará com o Rexona-Ades, às 19h, no Tijuca Tênis Clube, no Rio de Janeiro (RJ). Já o Sesi-SP lutará pela reabilitação, às 21h30, contra o Molico/Nestlé (SP), na Vila Leopoldina, em São Paulo (SP).

O JOGO

Bem no bloqueio, o Dentil/Praia Clube começou melhor e fez 4/1. Liderados pela central Fabiana, o Sesi-SP virou o marcador (5/4). A equipe mineira retomou a liderança e foi para a primeira parada técnica com dois de vantagem (8/6). O set ficou disputado ponto a ponto. A levantadora Karine conseguiu um ace e as donas da casa abriram dois (13/11). A equipe paulista cresceu no saque e nos contra-ataques, virou no marcador e abriu três (20/17). O time mineiro reagiu no final da parcial e venceu o set por 27/25.

A vitória na primeira parcial fez bem à equipe mineira que marcou os quatro primeiros pontos do segundo set. Com um ponto de bloqueio, o Dentil/Praia Clube abriu cinco (11/6). O técnico Talmo de Oliveira trocou as ponteiras. Entrou Mari Cassemiro e saiu Suelle. A ponteira Jú Costa se destacava no ataque e a donas da casa foram para o segundo tempo técnico com quatro de vantagem (16/12). Se aproveitando dos erros das mineiras, o time paulista encostou no marcador (19/17). O bloqueio do Dentil/Praia Clube funcionou no final da parcial e as mineiras fecharam o segundo set por 25/19.

O terceiro set começou equilibrado e o Dentil/Praia Clube foi com um de vantagem para o primeiro tempo técnico (8/7). A oposto Daymi Ramirez se destacava no ataque e as mineiras abriram dois (12/10). O saque e o ataque das donas da casa eram eficientes e as mineiras fizeram 16/12. O Dentil/Praia Clube segurou a vantagem até o final da parcial e venceu o terceiro set por 25/20 e o jogo por 3 sets a 0.

Superliga: Rexona segue invicto


O Rexona-Ades (RJ) alcançou a 21ª vitória consecutiva e segue invicto na Superliga feminina de vôlei 14/15. A equipe carioca venceu, nesta segunda-feira (02.03), o Pinheiros (SP) por 3 sets a 0 (27/25, 25/22 e 25/23), em 1h42 de jogo, no Henrique Villaboim, em São Paulo (SP). O duelo foi válido pela décima rodada do returno da competição.

O resultado manteve o Rexona-Ades na liderança isolada, com 61 pontos (21 resultados positivos). O Pinheiros aparece em sexto lugar, com 37 (12 vitórias e nove derrotas). O Sesi-SP está em segundo, com 55, seguido pelo Molico/Nestlé (SP), com 50.

Na noite desta segunda-feira brilhou a estrela da ponteira Gabi. A atacante foi eleita a melhor em quadra e ficou com o Troféu VivaVôlei. A jogadora da equipe carioca ainda foi a maior pontuadora do duelo, com 22 acertos.

A jovem jogadora comentou a atuação do Rexona-Ades e pediu um pouco mais de regularidade.

“Foi um bom jogo. A Macris acelera muito o jogo e é sempre difícil enfrentar o Pinheiros. Precisamos ser um pouco mais consistentes durante a partida e errar menos. No terceiro set, conseguimos uma importante virada e isso mostra a força do grupo. Agora, temos que pensar no Dentil/Praia Clube”, afirmou Gabi.

Pelo lado do Pinheiros, a oposto Rosamaria lamentou a derrota, mas valorizou a atuação do grupo paulista.

“O placar mostra que a partida foi decidida nos detalhes. Ainda sentimos um pouco a falta das jogadoras que estão fora por contusão, como a Cibele e a Fê Isis, mas já fizemos uma partida melhor e precisamos seguir nos preparando para os playoffs”, disse Rosamaria.

As duas equipes voltarão à quadra na próxima sexta-feira (06/03). O Rexona-Ades duelará com o Dentil/Praia Clube (MG), às 19h, no ginásio do Tijuca, no Rio de Janeiro (RJ). Já o Pinheiros jogará com o São José dos Campos (SP), às 19h30, no EMP. Petrobrás, em São José dos Campos (SP).

O JOGO

O set começou equilibrado. Bem nos contra-ataques e com volume de jogo, o Rexona-Ades abriu quatro (8/4). Com velocidade, a equipe paulista encostou no marcador (13/11). A ponteira Gabi conseguiu um ponto de contra-ataque e o time carioca foi para o segundo tempo técnico, com quatro de vantagem (16/12). O bloqueio do Pinheiros voltou a funcionar e as donas da casa empataram (18/18). O final da parcial foi disputado ponto a ponto e, em um erro do Pinheiros, as cariocas venceram o primeiro set por 27/25.

A ponteira Natália fez um ace e o Rexona-Ades abriu dois no início do segundo set (3/1). A levantadora Macris jogava com velocidade e o time paulista virou o marcador (6/5). Depois de um longo rally, as cariocas abriram três pontos (13/10). Com muito volume de jogo, o Pinheiros empatou (16/16). O bloqueio do Rexona-Ades voltou a funcionar e as visitantes abriram dois (21/19). Com um ataque da ponteira Gabi, as cariocas venceram o segundo set por 25/22.

O Pinheiros começou melhor o terceiro set e fez 6/4. Bem no saque e nos contra-ataques, as paulistas abriram cinco (14/9). A ponteira Gabi se destacava e as cariocas encostaram (14/12). Com uma boa sequência de saques da ponteira Amanda, o time carioca voltou a deixar a diferença em dois pontos (19/17). O Rexona-Ades foi melhor na fase final do set e venceu a parcial por 25/23 e o jogo por 3 sets a 0.